sexta-feira, 29 de maio de 2009

06. Dialética viciada

Todo dia ele sai cedo pro trabalho
Todo dia ele volta tarde do escritório
Todo dia é um dia comum
.
Toda noite ele pensa sobre o ódio
Toda noite ele espera chegar o sono
Toda noite é curta demais
.
Todo dia ele pensa no que passou
Todo dia ele é quem nunca sonhou
Todo dia ele se acha dono do nariz
.
Toda noite ele acorda em desespero
Toda noite ele puxa o seu isqueiro
Toda noite ele fuma o próprio destino
.
Vamos celebrar a liberdade
de queimar nossa vaidade
na fogueira da ilusão
.
Vamos celebrar nossos sonhos e verdades
nossa doce humildade
em se curvar para a situação
.
Vamos gritar de novo, com mais vontade
que a felicidade
vai cair dos céus
.
Vamos lembrar que o bem vence a maldade
mas agora já tá tarde
e você precisa trabalhar
.
Todo dia ele sai pro trabalho cedo
Todo dia ele volta morrendo de medo
Todo dia ele é um cara comum
.
Toda noite ele odeia o amor
Toda noite ele espera abrandar a dor
Toda noite é longa demais
.
Todo dia ele passa a pensar
Em todos os sonhos que quer realizar
Todo dia ele se acha um zé ninguem
.
Toda noite ele relaxa no travesseiro
Toda noite ele acorda e olha pro cinzeiro
Ainda da pra fumar mais um.
.
Vamos celebrar a liberdade
De queimar a nossa vaidade
Na fogueira da ilusão
.
Vamos celebrar nossos sonhos e verdades
Nossa doce humildade
Em se curvar para a situação
Vamos gritar de novo, com mais vontade
Que a felicidade vai cair do céus
.
Vamos lembrar que o bem vence a maldade
Mas agora já ta tarde
E você precisa trabalhar!
.
Amanhã tudo de novo...

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