sexta-feira, 29 de maio de 2009

01. Cadê o Rock n' roll?

Me junto aos sensatos que clamam com razão
De já não aguentar o que vêem na televisão
Com um gosto amargo e um quê de perdido
Me junto agora ao coro dos desesperados que perguntam
.
Cadê o rock n' roll?
Cadê o rock n' roll?
.
A guitarra de Jimi Hendrix é algo que faz falta
E a voz de Janis Joplin, amigo, já não volta
Os versos do Pink Floyd carecem de explicação
Sobrando aos que restaram aguardar a redenção
.
Cadê o rock n' roll?
Cadê o rock n' roll?
.
Tá aqui o rock n' roll

02. (...)

(...)

03. Crime

Ei você, que quer levar o mundo nas costas

Se felicidade é o que realmente importa

Só fé vai poder nos salvar

.

Cadê a sua fé na vida?

Em que você realmente acredita?


04. Infância



Esta é uma canção simples como a infância

Simples como a mão que afaga a criança

Simples como olhar o céu e em desenhos se perder

Ou em uma tarde, com um amigo, desatar a correr

.

Esta é uma canção corriqueira como o dia-a-dia

Simples e pequena, que pena será que ela valia?

Dar o tchau à mãe e pegar a merendeira

Dois passos se vão e lá se vai a infância inteira

.

Correr, cantar, chorar, chutar a bola até anoitecer

Em que parte da vida nosso espírito deve envelhecer?
Escalar a árvore alta e dominar o mundo

E agora uma hora passa em alguns segundos

.

Eu quero olhar a chaminé da casa da tia Maria

Que faz doces bons, mas que medo dela eu sentia

Agora eu abro os olhos e vejo que tudo isso já passou

E essa dor no peito de saudade é o que me restou

05. (...)

(...)

06. Dialética viciada

Todo dia ele sai cedo pro trabalho
Todo dia ele volta tarde do escritório
Todo dia é um dia comum
.
Toda noite ele pensa sobre o ódio
Toda noite ele espera chegar o sono
Toda noite é curta demais
.
Todo dia ele pensa no que passou
Todo dia ele é quem nunca sonhou
Todo dia ele se acha dono do nariz
.
Toda noite ele acorda em desespero
Toda noite ele puxa o seu isqueiro
Toda noite ele fuma o próprio destino
.
Vamos celebrar a liberdade
de queimar nossa vaidade
na fogueira da ilusão
.
Vamos celebrar nossos sonhos e verdades
nossa doce humildade
em se curvar para a situação
.
Vamos gritar de novo, com mais vontade
que a felicidade
vai cair dos céus
.
Vamos lembrar que o bem vence a maldade
mas agora já tá tarde
e você precisa trabalhar
.
Todo dia ele sai pro trabalho cedo
Todo dia ele volta morrendo de medo
Todo dia ele é um cara comum
.
Toda noite ele odeia o amor
Toda noite ele espera abrandar a dor
Toda noite é longa demais
.
Todo dia ele passa a pensar
Em todos os sonhos que quer realizar
Todo dia ele se acha um zé ninguem
.
Toda noite ele relaxa no travesseiro
Toda noite ele acorda e olha pro cinzeiro
Ainda da pra fumar mais um.
.
Vamos celebrar a liberdade
De queimar a nossa vaidade
Na fogueira da ilusão
.
Vamos celebrar nossos sonhos e verdades
Nossa doce humildade
Em se curvar para a situação
Vamos gritar de novo, com mais vontade
Que a felicidade vai cair do céus
.
Vamos lembrar que o bem vence a maldade
Mas agora já ta tarde
E você precisa trabalhar!
.
Amanhã tudo de novo...

07. Um cigarro e o dia-a-dia

O cigarro alimenta o ódio

O vício alimenta o mal

A hipocrisia alimenta os miseráveis

O ser humano cada vez mais animal

.

A burguesia alimenta seus vícios

A prostituta vai perdendo seu moral

Nas cidades a tendência suicida

O dia-a-dia cada vez mais anormal

.

O vício alimenta o ódio

O ser humano alimenta o mal

O cigarro alimenta os miseráveis

A hipocrisia cada vez mais animal

.

A prostituta alimenta seus vícios

A burguesia vai perdendo seu moral

No dia-a-dia a tendência suicida

A cidade cada vez mais anormal

.

O dia-a-dia alimenta o ódio

A cidade alimenta o mal

A prostituta alimenta os miseráveis

A burguesia cada vez mais animal

.

A hipocrisia alimenta os vícios

O ser humano vai perdendo seu moral

No cigarro a tendência suicida

O vício cada vez mais anormal

.

Prostituta viciada; burguesia hipocrisia

Cidade enfumaçada; ser humano ou ser alguém um dia